Frutas, consuma à vontade. Será?

April 4, 2017

 

O consumo de fruta faz parte da cultura do brasileiro, porém alguns

aspectos quanto a quantidade e a forma de se utilizá-la em um plano alimentar

devem ser discutidos. Para isto, precisamos considerar e interpretar artigos

científicos relacionados ao metabolismo da frutose.

 

Apesar de o intestino e os rins possuírem enzimas necessárias para o

seu catabolismo, a frutose é primariamente metabolizada no fígado e sua

rápida entrada no hepatócito é mediada também pela GLUT 2, caso não haja

gasto de energia ou necessidade de estímulo pela insulina.

 

No hepatócito, a frutose é fosforilada no carbono 1, em uma reação

mediada pela frutoquinase ou cetoquinase, ou no carbono 6, em uma reação

mediada pela hexoquinase. Grande parte da frutose é fosforilada no carbono 1,

pois a hexoquinase tem maior afinidade com a glicose.

 

A frutose fosfato é cindida em duas trioses (diidroxiacetona e

gliceraldeído - fosfato), podendo seguir três caminhos distintos e com

finalidades diferentes:

 

1 - Participar da via glicolítica fornecendo piruvato e liberando energia;

2 - Ser reduzida até glicerol;

3 - Ser condensadas até formar a frutose - 1,6 - difosfato e, a partir dessa,

formar glicose ou glicogênio.

 

A ingestão MODERADA de frutose presente nos alimentos tem efeitos

benéficos a partir da sua utilização como elemento ENERGÉTICO. Entretanto,

é importante considerar o crescente aumento no seu uso como adoçante em

produtos industrializados, podendo produzir lipídios por meio dos compostos

intermediários como o glicerol e o gliceraldeído, levando ao aumento dos

lipídios sanguíneos.

 

Quanto à produção de lipídios a partir da frutose, estudos em animais e

em seres humanos demonstraram aumento nos triglicerídios após a ingestão

de dietas contendo frutose quando comparadas às dieta com carboidratos mais

complexos e outros açúcares. Há aumento da síntese de gordura em

detrimento da gliconeogênese, decorrente da maior síntese hepática de glicerol

e de ácidos graxos (1,4 a 18,9 vezes), quando comparamos com a glicose. O

aumento da atividade das enzimas lipogênicas no fígado resulta em maior

síntese de lipídios e como consequência, níveis mais elevados de lipídios totais

na circulação e de lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL).

 

Alguns indivíduos são mais susceptíveis a apresentar hipertrigliceridemia

após a ingestão de frutose, como mulheres pós-menopausa, homens

hiperinsulinêmicos e diabéticos tipo 2.

 

Em estudo realizado por Reiser et al. outros aspectos do metabolismo

da frutose foram revisados, tendo sido relatado aumento nos níveis de ácido

úrico plasmático após o consumo de frutose presente na dieta, principalmente

em pacientes com hipertensão arterial.

 

Pode parecer estranho, porém introduzir frutas (sem critério quanto a

quantidade) em um determinado plano alimentar, pode gerar danos a saúde.

 

Consulte sempre o nutricionista antes de introduzir ou retirar qualquer alimento

de sua dieta!

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