Azeite de Oliva Extra Virgem

September 30, 2017

 

 

O azeite de oliva é o óleo obtido a partir da prensagem de azeitonas, mediante processo à frio ou com a submissão de alta temperatura, o que facilita a sua extração. Apresenta excelente composição nutricional: alta concentração de ácido oleico (w-9, monoinsaturado), além de ser ótima fonte de compostos fenólicos como as lignanas e fitosteróis.

 

Existem diversas classificações do azeite de oliva, pois sabe-se que a sua forma de obtenção interfere diretamente na qualidade e preservação de seus nutrientes e compostos ativos.
Segundo a União Europeia, estes são os quesitos de classificação do azeite de oliva:


•    Azeite de oliva extravirgem: acidez é < 0,8 %, extração a frio, prensagem no máximo 24h após colheita.
•    Azeite de oliva virgem: acidez entre 0,8% - 2%.
•    Azeite de oliva virgem lampante: acidez superior a 2%. Destinam exclusivamente para uso industrial na mistura com outros azeites de oliva.
•    Azeite de oliva refinado: azeites com grau de acidez superior a 2% e submetidos ao refino. O produto obtido tem acidez não superior a 0,3%. O azeite refinado é utilizado exclusivamente na utilização industrial, misturados com outros azeites de oliva.
•    Azeite de oliva: mistura de azeite refinado com azeites de oliva virgens (extra, fino ou lampante), o grau de acidez final não pode superar a 1%.

 

As propriedades funcionais dos azeites estão relacionadas apenas aos azeites de oliva extravirgens que possuem acidez < 0,5%. O termo “acidez” empregado aos azeites não se refere ao pH, mas sim à quantidade de ácidos graxos livres. Sabe-se que no processo de prensagem e obtenção do azeite, parte dos triacilgliceróis do óleo são quebrados, liberando ácidos graxos livres, o que altera sua composição e efeitos benéficos.

 

A forma de extração interfere na quantidade de ácidos graxos livres, como a quantidade de prensagens que a oliva foi submetida, a presença de alta temperatura e o tempo da prensagem em relação à colheita. Deste modo, quanto menor a acidez, menor a susceptibilidade à oxidação e melhor a qualidade. O azeite extravirgem além de apresentar menor acidez e ser obtido da forma que menos promove alteração em sua composição (primeira prensagem a frio, 24h após a colheita), é o único indicado para promover efeitos funcionais, pois tem menor acidez e maior quantidade de compostos fenólicos, responsáveis por grande parte do efeito funcional do azeite.

 

Os benefícios do azeite incluem:


•    Ação antioxidante;
•    Ação hipotensora, causado pelos compostos fenólicos;
•    Redução do perfil lipídico e do risco de doenças cardiovasculares (associadas ao ômega 9);
•    Efeito anti-inflamatório;
•    Efeito anticancerígeno;
•    Diminuição da gordura visceral.

 

Embora saudável, o azeite de oliva (assim como todos os lipídios), possui 9 calorias por grama, ou seja, é extremamente calórico. Desta forma, seu consumo deve ser sempre orientado pelo profissional nutricionista.

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