Criança pode tomar suplementos?

February 1, 2018

Cotidianamente recebo em meu consultório pais questionando sobre a possibilidade de utilizar suplementos alimentares para complementar a dieta de seus filhos, bem como as consequências desta prática.

Neste caso, oriento aos pais que durante a infância, ocorre importante alteração física caracterizada não apenas pelo crescimento ósseo, aumento de estatura e peso, mas também pelo acentuado desenvolvimento de órgãos, células e tecidos. Até os dois anos de idade, o crescimento está relacionado com as condições de nascimento, assim como fatores ambientais, portanto nesta primeira fase o perfil genético influencia muito pouco a característica corporal. A partir desta idade, as características genéticas despontam, como crianças “altas”, mas ainda depende de condições ambientais como a nutrição adequada por exemplo. A partir dos 3 ou 4 anos, a criança apresenta uma velocidade de crescimento constante. Desta forma, não podemos avaliar as crianças apenas pelo seu peso e altura. A idade deve ser avaliada, assim como os fatores genéticos e ambientais.

Na infância, as principais carências nutricionais encontradas são o ferro. vitamina A e atualmente a vitamina D. Entretanto, pode-se observar uma baixa ingestão de zinco, vitamina B6, ácido fólico e vitamina C na alimentação. Desta forma, deve-se avaliar a criança e tentar detectar possíveis carências nutricionais que venham a indicar deficiência destes nutrientes e, se for necessário, confirmar tais deficiências a partir de exames bioquímicos.

Como a anemia ferropriva e a hipovitaminose A são problemas de saúde pública nesta faixa etária, as crianças normalmente são avaliadas por seus pediatras à procura de tais deficiências e também costumam ser suplementadas com doses acima das recomendações das DRIs. Nestes casos, deve-se tomar cuidado com o excesso de fontes alimentares ou uma possível suplementação em dobro.

Os outros nutrientes costumam ser ignorados, portanto deve-se, nestes casos, indicar uma suplementação adequada quando houver necessidade. Além disso, alguns nutrientes são importantes para o crescimento, como o zinco, e para aumentar o apetite, como as vitaminas do complexo B (especialmente a niacina). Esta, especificamente, deve ser suplementada, respeitando o limite da DRI e a ingestão alimentar, pois sua toxicidade é muito baixa. Para a prescrição destes nutrientes, deve-se sempre obedecer à recomendação da DRI.

Atenção pais, antes de introduzir ou retirar qualquer nutriente do plano alimentar de seu filho, consulte o profissional nutricionista para garantir a saúde de seu “bem mais precioso”.

 

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