Suplementação da Terceira Idade


Segundo a Organização Mundial da Saúde, indivíduos são considerados idosos quando completam 65 anos (países desenvolvidos) e 60 anos (países de economias emergentes). Neste estágio da vida, muitas mudanças metabólicas, fisiológicas e físicas ocorrem, dificultando a avaliação nutricional, assim como a determinação de necessidades nutricionais específicas, pois estas variam de acordo com cada alteração específica. Dentre as principais mudanças que podem levar à alteração do estado nutricional, podemos destacar: A) Redução da capacidade funcional; B) Alteração do paladar; C) Alterações de processos metabólicos do organismo; D) Alteração da composição corporal; E) Utilização crônica de fármacos que podem alterar absorção e metabolização de nutrientes; F) Comprometimento do funcionamento digestório; G) Diminuição do apetite ocasionada por fatores fisiológicos ou psicológicos; H) Presença de doenças crônicas neurológicas que afetam o apetite ou a memória.

A avaliação física do idoso deve ser iniciada com o cálculo do IMC. Entretanto, esta simples forma de avaliação do estado nutricional pode ser dificultada se o idoso encontrar-se em situação física que impede a tomada da estatura. As principais situações que estão relacionadas a esta dificuldade são problemas posturais, indivíduos na cadeira de rodas ou acamados, falta de equilíbrio e rigidez muscular decorrente de alguma patologia (Parkinson por exemplo).

Em relação ao peso, também encontramos as mesmas dificuldades de aferição caso o indivíduo não consiga ficar em pé. Em alguns estabelecimentos como casas de repouso e hospitais há equipamentos específicos como a cama balança e maca balança. Na ausência destes equipamentos, pode-se utilizar algumas fórmulas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde.

O gasto energético dos indivíduos declina em média de 1 a 2% por década. Porém, após os 40 anos de idade, este declínio é ainda maior. Estas alterações se devem à mudança de composição corporal (diminuição da massa magra) e redução do nível de atividade física. Desta forma, é importante que ocorra a ingestão adequada de nutrientes nesta fase.

As necessidades energéticas do idoso são atualmente estabelecidas pelo Institute of Medicine (IOM). Entretanto, é importante ressaltar que em condições patológicas o gasto energético pode aumentar até duas vezes. Desta forma, é importante que se leve em consideração possíveis patologias associadas.

As recomendações de macro e micronutrientes, devem seguir as quantidades estabelecidas pelas DRIs para idosos e inseridas dentro do plano alimentar por nutricionista experiente neste tipo de acompanhamento.

Durante o processo de envelhecimento, a biodisponibilidade dos nutrientes é diminuída, assim como a ingestão de alguns nutrientes, levando a carências específicas.

Na terceira idade, alguns nutrientes são importantes e devem receber atenção especial quanto à sua ingestão: cálcio, magnésio, vitamina D (evitar osteoporose e desgaste ósseo), vitaminas lipossolúveis (vitaminas A e E, antioxidantes, previnem envelhecimento), vitaminas do complexo B (sistema energético), colina, biotina, silício (fortalecimento de articulações), entre outros. Desta forma, deve-se avaliar o idoso e verificar suas principais carências e introduzir, por meio de suplementação, os principais nutrientes em déficit na alimentação se estes apresentarem carência ou não apresentarem boa ingestão de seus alimentos fonte.

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